Construindo um futuro melhor

Feira de Trocas Solidárias

Ao longo de sete anos utilizamos uma moeda social, chamada hora-ação, mas, somente a partir de um treinamento ministrado por Felipe Bannitz*, especialista em economia solidária, surgiu a ideia inicial de fazer a feira. E assim, foi realizada no dia 1º de novembro de 2013 a primeira feira de trocas solidárias na sede da Ação Moradia, com o objetivo de estimular a comercialização dos produtos das Unidades Produtivas Comunitárias, e incentivar a utilização da hora-ação na comunidade, motivando esta a participar de projetos e se voluntariar na ONG.

A feira solidária é um mercado de troca, dentro da ONG, sem a utilização de dinheiro. Por meio da hora-ação é possível obter os produtos disponíveis no bazar – alimentos, eletrodomésticos, computadores, artesanatos, entre vários outros.

A hora-ação, que se você falar rápido vira ‘oração’, é um cupom que possui um valor diferente do real. Com a inflação do tempo, cada hora de serviço prestado equivale, em média, a três horas-ação.

A feira também “foi uma forma criativa que nós encontramos de distribuir o que nós recebemos de doações para a comunidade sem o risco de cometer injustiças”, afirma Oswaldo Setti, diretor geral da Ação Moradia.

Os voluntários da comunidade, pessoas que contribuem nos trabalhos em geral e que participam das atividades da ONG, recebem horas-ação. Então, se troca ‘horas em ação’ por algum bem que queira, e isso mobiliza a unidade interna.

E também existe um mercado paralelo, no qual pessoas da comunidade vendem horas-ação por reais. E isso é bom porque valoriza a hora-ação e o esforço de cada pessoa para obtê-la.

Há um movimento de quatro mil reais, em média, na feira, e a Ação Moradia sempre injeta recursos para comprar produtos que não ganharam. E várias empresas e lojas também participam, permitindo que a feira cresça cada vez mais.

Atualmente, a feira ocorre de dois em dois meses na sede da Ação Moradia.

Veja algumas fotos da Primeira Feira Solidária.


*Felipe Bannitz é mestre em Gestão de Políticas Públicas pela FGV; bacharel em Ciências Econômicas pela FEA-USP; especialização em Economia Solidária e Tecnologias Sociais pela Unicamp; atualmente é diretor geral da Supernova Aceleradora de Negócios Inclusivos e Desenvolvimento Local, e presidente do Instituto de Socioeconomia Solidária.